
Armas Reais de D. Manuel I no Baluarte da Alcáçova do Castelo de Cima de Safim
Safim era no início do século XVI a principal praça portuguesa do Sul de Marrocos. Importante centro de comércio e porto de exportação dos produtos transportados pelas cáfilas que faziam escala em Marraquexe e dos cereais e gado da Duquela, adquiriu entre os anos de 1510 e 1516, correspondentes à capitania de Nuno Fernandes de Ataíde, um papel extremamente importante no plano político-estratégico das ambições de D. Manuel para a criação de um “Marrocos português”, ilusão alimentada por alguns partidários dessa utopia como Diogo de Azambuja, que o tempo se encarregaria de contrariar.
À importância económica, política e estratégica de Safim correspondeu uma importância simbólica no contexto religioso, acolhendo uma das três dioceses portuguesas em Marrocos, a única no chamado Marrocos Amarelo.
O seu estatuto e importância justificou a realização de obras de vulto na cidade que, apesar de ter estado apenas 34 anos em mãos portuguesas, apresenta um riquíssimo património de origem portuguesa que marca a imagem e estrutura do seu centro histórico, como está patente nesta frase de Vergilio Correia:
“Ο português conhecedor das cousas de arte e história do seu país que há duas dezenas de anos houvesse aportado a Çafim, teria sentido a rara sensação de se julgar diante de uma cidade quinhentista da sua terra.” (CORREIA 1923: 71) Continue Reading
























































































































































































