Jornal  diariOnline Região Sul


Sítio arqueológio de Ksar es-Seghir (Alcácer Ceguer)
«Histórias entre Portugal e Marrocos» dão o mote para novo ciclo de «Rotas de Cultura»
EP – diariOnline 14 Nov 2018 09:53 Artes & Espetáculos

A Direção Regional de Cultura do Algarve (DRCAlg) inicia no próximo 20 de novembro um novo ciclo de conferências dedicado ao tema «Rotas de Cultura», cuja primeira sessão será dedicada às «Histórias entre Portugal e Marrocos».
A sessão, que conta com a colaboração das autarquias de Lagos e de Vila Real de Santo António, terá lugar na sede da DRCAlg, a partir das 17:00 horas.
A iniciativa arranca com a preleção «A ofensiva ibérica e a resistência magrebina (de 1415 a 1578)», por Natércia Magalhães, da DRCAlg, e prossegue com o tema «Marrocos, laboratório da arquitectura militar e do urbanismo moderno», pelo arquiteto Frederico Paula (Câmara Municipal de Lagos).
A terceira preleção, sobre «Os 560 anos da conquista de Alcácer Ceguer – Do confronto à cooperação», estará a cargo de Fernando Pessanha (Câmara Municipal de Vila Real de Santo António).
Os 560 anos da conquista de Alcácer Ceguer serviram de mote para este primeiro momento, que se espera vir a realizar entre três a quatro vezes por ano, sobre diferentes temáticas, evocando personalidades, efemérides ou mesmo outros conteúdos e momentos da história da região.

Sul Informação
A conferência “Histórias entre Portugal e Marrocos” vai dar início, no dia 20 de Novembro, às 17h00, na sede da Direção Regional de Cultura do Algarve, ao ciclo “Rotas de Cultura”. Esta nova iniciativa «pretende partilhar conteúdos e resultados da investigação que tem vindo a ser desenvolvida na e sobre a região».
Segundo a Direção Regional de Cultura, que promove este ciclo, «os 560 anos da conquista de Alcácer Ceguer serviram de mote para este primeiro momento, que se espera vir a realizar entre 3 a 4 vezes por ano, sobre diferentes temáticas, evocando personalidades, efemérides ou mesmo outros conteúdos e momentos da história da região».
Esta primeira sessão, dedicada às “Histórias entre Portugal e Marrocos” tem a colaboração da Câmara Municipal de Lagos e da Câmara Municipal de VRSA.

Programa:
17h00 – A ofensiva ibérica e a resistência magrebina (de 1415 a 1578) – Dr.ª Natércia Magalhães, Direção Regional de Cultura do Algarve
17h30 – Marrocos, laboratório da arquitectura militar e do urbanismo moderno – Arquiteto Frederico Paula, Câmara Municipal de Lagos
18h00 – Os 560 anos da conquista de Alcácer Ceguer – Do confronto à cooperação – Dr. Fernando Pessanha, Câmara Municipal de VRSA
18h30 – Encerramento
Direção Regional de Cultura Faro História História&Histórias Marrocos Portugal

 

أو عبر البريد الالكتروني :elhiwarpress@gmail.com

دورة تكوينية لفائدة وسطاء ثقافيين وسياحيين في مجال التراث المغربي البرتغالي المشترك

atorat01
في إطار تنفيذ برامج آلية التعاون والتعريف بالتراث المغربي البرتغالي المشترك،و بتاريخ المنطقة وجلب السياح والازدهار بمقوماتها المتعلقة بالمحافظة عليها و إعادة الاعتبار لها، نظمت المديرية الجهوية لوزارة الثقافة جهة الدار البيضاء سطات بشراكة مع بلدية لاغوس بالبرتغال ومعهد ” CAMOSES”للتعاون واللغات بدولة البرتغال دورة تكوينية تحت إشراف المؤطر البرتغالي ” Frederio Mendes Paula” لفائدة وسطاء تقافيين وسياحيين في مجال الثراث المغربي البرتغالي المشترك، وذلك يوم الجمعة 13أبريل 2018، بمسرح الكنيسة بمدينة الجديدة.
في البداية افتتحت الدورة حوالي الساعة العاشرة صباحا من طرف الاستاذ عريس المندوب الإقليمي لوزارة التقافة بالجديدة رحب من خلالها بالضيوف البرتغاليين وكذلك المشاركين بالدورة، بحضور نخبة من الخبراء البرتغاليين المتخصصين، وكذلك رئيسة بلدية لاغوس البرتغالية والأستاذة نسرين الصافي محافظة أثار مدينتي الجديدة وأزمور بالمديرية الإقليمية لوزارة الثقافة بالجديدة مع نظائرهم المغاربة وكذلك السيد إسماعيل وليد المحافظ الجهوي لجهة الدار البضاء – سطات.
وتجدر الإشارة إلى أن هذه الدورة ستمتدعلى ثلاثة أيام يومي 13و 14و 15 أبريل 2018.
وقد تناول المؤطر  في عرضه مجموعة من المواضع الهامة تهم التراث المغربي البرتغالي المشترك في مجالات الآثار، والتراث البحري، والتاريخ المغربي البرتغالي، والعمارة البرتغالية القديمة، وذلك لإعادة الاعتبار للمواقع الأثرية، وتنمية السياحة المحلية.
كما وضع جرد للمآثر والمواقع الأثرية التي يرجع تاريخها إلى العصر البرتغالي بالمغرب، ومختلف نماذج الهندسة المعمارية الموجودة بالساحل البرتغالي وما وراءه بالمغرب.
atorat02
atorat033

http://www.elhiwarpress.com/index.php/news-regionals/6029-2018-04-13-22-30-45

Resultado de imagem para sul informação

Geminação entre Lagos e Alcácer Quibir «transforma momento trágico em ato de cooperação»

A geminação entre Lagos e Alcácer Quibir foi assinada na semana passada, a 10 de Abril, numa cerimónia com pompa e circunstância na Mairie (Câmara Municipal) daquela cidade do Norte de Marrocos, a que o Sul Informação assistiu. O acordo foi assinado por Mohammed Simou, presidente do Conselho Municipal de Ksar El Kebir, e Joaquina Matos, presidente da Câmara de Lagos.

Foi o início de uma jornada de trabalho intensa e marcada pelo entusiasmo e emoção, em Ksar El Kebir, uma cidade com muita história (ainda recentemente foram descobertos vestígios romanos no seu subsolo), mas que hoje se debate com severos problemas de desordenamento, de falta de emprego e de falta de alternativas económicas. Desenvolver o turismo, a partir da memória histórica, é agora uma das suas apostas.

Talvez por isso a geminação com a cidade portuguesa – e europeia – de Lagos, baseada na história e património comuns, esteja a ser encarada com entusiasmo pelas autoridades locais e regionais marroquinas, como foi visível ao longo de todo esse dia 10 de Abril.

Mohammed Simou, anfitrião da comitiva portuguesa, capitaneada por Joaquina Matos, presidente da Câmara algarvia, salientou que «a Batalha de Alcácer Quibir liga o passado e o presente», sendo hoje «muito importante estabelecer uma relação com Portugal». «Esta geminação é a prova das relações entre os dois países», acrescentou. Ou, como diria depois outro membro do governo local,  a geminação entre Lagos e Alcácer Quibir «transforma um momento trágico em ato de cooperação».

Por seu lado, a autarca lacobrigense Joaquina Matos recordou que, «apesar de a Batalha ter sido um dia triste, para Portugal e para Marrocos, nos dias de hoje é importante virmos aqui junto de vocês, num tempo de confiança, de aproximação e de paz».

«É importante este momento e os momentos do futuro, pela proximidade histórica, geográfica, pela nossa cultura e património em comum. Por isso, a Câmara e a Assembleia Municipal de Lagos aceitaram este desafio» da geminação.

Joaquina Matos disse ainda que aquele era apenas «o primeiro momento da nossa geminação, do nosso encontro em termos culturais e económicos, que queremos desenvolver». Portugal e Marrocos, salientou, são «dois grandes países que estão perto e têm muito a ganhar se trabalharem em conjunto». A presidente da Câmara de Lagos acrescentou que terá «muito gosto» em receber a comitiva marroquina, em breve, na cidade algarvia.

Hassan Saaf, da Université pour Tous/Universidade para Todos, uma associação da sociedade civil marroquina, recordou que, mesmo em Marrocos, «a comemoração da batalha fazia-se apenas de forma clássica, falando de vencedores e de vencidos. Mas agora desenvolvemos uma visão diferente. Da história e do património, não devem ser salvaguardadas apenas as muralhas, mas devemos explorar esses acontecimentos e o património histórico, pondo-os ao serviço da promoção do desenvolvimento local».

O património em comum entre marroquinos e portugueses, frisou Hassan Saaf, é um «meio de aproximação entre os dois povos, de diálogo, de amizade e de tolerância».

A embaixadora de Portugal em Marrocos, que acompanhou a assinatura do protocolo de geminação, manifestou-se «encantada» com a iniciativa, em entrevista ao Sul Informação em Alcácer Quibir. «Vim aqui há alguns meses e não havia nessa altura nenhum tipo de relacionamento. Nós viemos um pouco por convite tanto da Mairie, como duma associação cultural marroquina, que queria realmente estabelecer laços. Depois promovemos uma ou duas ações de carácter cultural, nomeadamente, fazendo parte de um festival e uma conferência sobre o D. Sebastião».

A embaixadora Rita Ferro disse estar muito satisfeita com a forma rápida como se avançou para a assinatura do acordo de geminação, que é «a formalização daquilo que eu espero que venha a ser uma cooperação concreta, com ações concretas, porque eu acredito ser mais perene este, relacionamento concreto entre os presidentes de Câmara e os conselhos municipais, a nível local, do que passando apenas pelas embaixadas».

«Fico muito contente que a Embaixada tenha podido incentivar um relacionamento que agora se vem a concretizar e que eu espero que venha a ter consequências para ambos os lados». No caso da cidade marroquina, a embaixadora considera que Alcácer Quibir «pode aproveitar muito da nossa experiência, em termos de recuperação de património, turismo, consequências económicas desse mesmo turismo».

O representante do Ministério da Cultura marroquino na província de Larache, também presente na sessão, começou por lembrar: «venho da vila de Arzila, portanto nasci e cresci entre muralhas portuguesas», para sublinhar que «temos um património que nos une». Aquele responsável salientou que o Ministério da Cultura de Marrocos «quer reforçar essa cooperação cultural, para reaproximar os dois povos, para o conhecimento mútuo das potencialidades culturais e comerciais, para facilitar as trocas entre as duas margens do Mediterrâneo».

Mas Hassan Saaf, da Université Pour Tous, numa outra sessão à tarde, no centro cultural de Alcácer Quibir, havia de sublinhar o muito trabalho que é agora preciso fazer, para concretizar a parceria de geminação. É preciso «criar uma comissão mista permanente entre as duas cidades, para propor um plano de ação», depois «organizar Semanas Culturais aqui e em Lagos», colaborar no «restauro dos lugares patrimoniais comuns» e ainda «criar um circuito turístico do lugar da Batalha e dos edifícios a ela ligados (e restaurá-los)», enumerou.

Hassan Saaf, bem humorado, avisou: «se hoje estamos aqui para cooperar e celebrar a amizade, asseguro-vos que vamos fazer tudo para vos eliminar do Campeonato do Mundo de Futebol». Uma afirmação que foi saudada com gargalhada geral, de portugueses e marroquinos.

O dia em Alcácer Quibir começou com a assinatura do protocolo, numa sessão solene no salão da Mairie, onde, do lado marroquino, predominavam os homens.

Do lado português, a comitiva era constituída por 12 mulheres e seis homens…sendo chefiada pela presidente da Câmara Joaquina Matos e pela vereadora da Cultura Sara Coelho, mas incluindo ainda Milvia Gonçalves, vereadora do PSD, Filomena Sena, vereadora do movimento Lagos Com Futuro, as deputadas municipais Ana Natacha Álvaro (Bloco de Esquerda), Margarida Maurício (PAN), Ana Margarida Martins (Lagos com Futuro), Manuela Duarte, do Setor de Educação da autarquia, a professora Paula Couto, diretora do Agrupamento de Escolas Gil Eanes, Natércia Magalhães, técnica superior da Direção Regional de Cultura, Aura Fraga, presidente da Associação Vicentina, ou mesmo a repórter e diretora do Sul Informação…e havia ainda a embaixadora de Portugal…tanta mulher portuguesa, para mais em cargos políticos ou de chefia, causou alguma comoção…e confusão.

De tal maneira que Mohammed Simou, presidente do Conselho Municipal de Ksar El Quibir, até pediu desculpa por não haver mais mulheres na reunião. Do lado marroquino, apenas lá estavam duas mulheres, membros recentes do Conselho Municipal.

Como foi explicado, o atual rei Mohamed VI tem dado mais direitos às mulheres do seu país, nomeadamente criando quotas para os cargos políticos, a nível local, regional e no Parlamento, e apostando na sua educação e entrada nos organismos do Estado e nas Universidades.

E foi assim que, ao longo do dia, mais mulheres marroquinas se foram juntando à comitiva, de tal forma que, no final, uma das inúmeras fotografias de grupo que Mohammed Simou quis tirar com Joaquina Matos incluía apenas mulheres, de ambas as nacionalidades.

Mas não foi só entre os homens marroquinos que a comitiva maioritariamente feminina algarvia fez sucesso. Também o fez entre as mulheres daquele país, visivelmente orgulhosas por ter ali uma presidente de Câmara mulher e tantas outras em posições chave da sociedade.

Num país de maioria muçulmana, apesar de tudo muito mais aberto à mudança e tolerante que os países seus vizinhos, a afirmação feminina está a dar novos passos…e a presença da autarca Joaquina Matos foi sempre saudada com grande entusiasmo, provando que, para além dos protocolos oficiais, há muito mais que fica destas visitas de conhecimento mútuo.

A jornada em Alcácer Quibir começou por uma deslocação até à zona, a alguns quilómetros da cidade, onde teve lugar a Batalha, a 4 de Agosto de 1578, num dia tórrido de Verão.

O campo da batalha, hoje terreno agrícola, era, naqueles tempos, pantanoso e situado junto a um rio, que havia de ganhar o nome de Oued La Makhazen. Segundo escreve o arquiteto Frederico Mendes Paula num artigo no seu blogue, «a designação Makhazen, origem do nome português Mocazím, tem por base o nome Makhanez, que significa “cheiro a putrefação”, já que, após a batalha, o rio ficou pejado de cadáveres em decomposição que conferiam ao local um cheiro nauseabundo».

Desses tempos fatídicos ficou a memória. Em Marrocos, a batalha é conhecida como dos Três Reis, porque, além do português D. Sebastião, nela morreram ainda o então rei marroquino Mulai Abdelmalek e um ex-rei, Mohamed Moutaouakil. E se neste país do Norte de África a batalha, que deixou 8 mil mortos e 16 mil prisioneiros do lado luso, para 3 mil mortos do lado marroquino, significou a unificação do reino, no caso de Portugal marcou a perda de soberania para Espanha.

Mas a geminação entre Lagos e Alcácer Quibir, que irá abrir caminhos para a cooperação entre as duas cidades, para começar já serviu para desfazer as ilusões de quem, do lado português, ainda acreditasse no regresso de D. Sebastião…

É que o jovem sonhador e mal aconselhado monarca português morreu mesmo em Marrocos. O seu corpo foi reconhecido no campo da batalha pelo seu escudeiro e alguns nobres portugueses.

E o seu primeiro túmulo, como recordou o professor Mohamed Akhrif, foi em Alcácer Quibir. «O rei português D. Sebastião foi trazido para Alcácer Quibir e aqui teve a sua primeira tumba de rei, nas casas do alcaide da cidade», disse o historiador marroquino, na sessão solene de assinatura do protocolo de geminação.

Foi naquela cidade do norte de Marrocos, na casa do alcaide Ibrahim Soufiane, que permaneceu sepultado D. Sebastião, durante quatro meses e uma semana, à guarda de um fidalgo português, Belchior do Amaral, conforme relato da “Jornada de África”.

Como recorda Frederico Mendes Paula no seu blogue, «o corpo de D. Sebastião seria entregue às autoridades portuguesas de Ceuta no dia 4 de Dezembro de 1578, onde permaneceu na Igreja do Mosteiro da Santíssima Trindade, conforme auto existente no Arquivo de Simancas, sendo trasladado em 1582 para o Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, onde hoje se encontra».

Frederico Mendes Paula, arquiteto da Câmara de Lagos, investigador e grande conhecedor da presença portuguesa no Norte de África, tem sido, aliás, o grande motor desta geminação entre as duas cidades, como fez questão de sublinhar, várias vezes, a presidente Joaquina Matos.

E foi, por isso, uma das pessoas que se juntou à comitiva portuguesa para a assinatura do acordo de geminação e para a visita ao local da batalha, nas imediações da aldeia de Douar Souaken, onde se situa o mausoléu do rei Abu Marwan Abdelmalek, uma das três vítimas reais da refrega.

Ali, junto ao mausoléu, e sob o olhar curioso dos habitantes da aldeia, entre os quais muitas crianças – a semana passada foi de férias escolares em Marrocos – o professor Mohamed Akhrif entregou a Joaquina Matos uma cópia do auto de entrega do corpo de D. Sebastião às autoridades portuguesas de Ceuta, quatro meses depois da batalha. Os marroquinos conhecem a lenda portuguesa sobre o desaparecimento de D. Sebastião, cujo corpo nunca teria sido encontrado, mas quiseram deixar bem claro que a verdade histórica é outra.

Mohamed Akhri, aliás, já antes chamara a atenção para outro acaso da História que liga Alcácer Quibir ao Algarve – é que, nesta cidade marroquina, está o túmulo «de um santo de origem portuguesa, um sábio e matemático, o Moulay Ali Boughaleb, nascido na primeira metade do século XII, na cidade de Silves».

Com o autocarro da comitiva portuguesa de regresso à cidade de Alcácer Quibir, sempre com a escolta policial a fazer parar o trânsito, com apitos estridentes e toques de sirene (mesmo quando tal não era necessário), seguiu-se uma visita ao souk (mercado), onde o presidente da Mairie marroquina ofereceu uma quentinha jelaba a Joaquina Matos, a uma oficina de tecelagem e à zona antiga da cidade – onde se situa a rua mais estreita do mundo, abundantemente fotografada pelos algarvios -, o lauto almoço num palácio, a visita ao novo polo da Universidade de Larache e ainda a uma cooperativa de mulheres e escola de formação e alfabetização.

Essa cooperativa fica situada num bairro degradado e em reabilitação da cidade de Alcácer Quibir, que a comitiva portuguesa visitou durante a tarde, entre lama, chuva e ruas esburacadas e em obras. Por lá, havia cursos de costura (curiosamente com dois rapazes presentes), de cabeleireira, de bordados, de doçaria e ainda aulas de alfabetização, para crianças, mulheres adolescentes e adultas. No final, os visitantes foram presenteados com doces e sumos naturais feitos pelas alunas.

O cicerone da presidente da Câmara de Lagos foi sempre o edil Mohammed Simou, que muitas vezes não se coibiu de arrastar por um braço, de forma entusiástica mas algo rude, a autarca portuguesa para fotografias de grupo ou para ver isto e aquilo com mais atenção.

A fechar a visita, houve nova sessão oficial de discursos no centro cultural da cidade, quase toda em árabe e sem tradução. Como em todo o lado, desde os locais públicos, às lojas, oficinas, restaurantes, escolas ou departamentos oficiais, a fotografia do rei Mohammed VI esteve presente com grande destaque em palco, bem como pequenas bandeiras de Marrocos e de Portugal. Mas, lá para o meio da cerimónia, e porque de geminação se tratava, foi colocada também, lado a lado com a imagem do monarca marroquino, uma enorme bandeira de Portugal.

A sessão terminou com um concerto, que começou com um grupo de música tradicional, de grande qualidade, e terminou com a atuação de uma estrela local, o cantor Abdeslam Sahli.

Trata-se de uma espécie de Tony Carreira marroquino, que fez as delícias da dúzia e meia de escoteiros (e outras pessoas menos jovens) que acompanharam a sessão e cantaram depois, em uníssono, com muitas palmas e bem alto, as músicas tocadas em play back e em árabe por Abdeslam Sahli. Os portugueses, mesmo não percebendo nada da letra, também se deixaram contagiar pela alegria. Se não podes vencê-los…

Ou, como disse Joaquina Matos no seu discurso, «voltamos a Portugal com o coração cheio de Alcácer Quibir!»

Comitiva de Lagos

Joaquina Matos – presidente da Câmara Municipal de Lagos
Sara Coelho – vereadora da Cultura
Milvia Gonçalves – vereadora do PSD (sem pelouro)
Filomena Sena – vereadora do movimento Lagos Com Futuro (sem pelouro)
José Jácome – 2º Secretário da Assembleia Municipal de Lagos
Rui Araújo – deputado municipal do PSD
Márcio Viegas – deputado municipal do PS
Alexandre Nunes – deputado municipal da CDU
Ana Natacha Álvaro – deputada municipal do Bloco de Esquerda
Margarida Maurício – deputada municipal do PAN
Ana Margarida Martins – deputada municipal do movimento Lagos com Futuro
Carlos Saúde – presidente da Junta de Freguesia de São Gonçalo de Lagos
Manuela Duarte – Setor da Educação CM Lagos
Frederico Mendes Paula – arquiteto do Gabinete de Estudos Estratégicos da CM Lagos
Paula Couto – diretora do Agrupamento de Escolas Gil Eanes
Natércia Magalhães – técnica superior da Direção Regional de Cultura
Aura Fraga – presidente da Associação Vicentina
Carlos Afonso – fotógrafo da CM Lagos
Elisabete Rodrigues – jornalista

 

Festival sete sois sete luas

El Jadida

Samedi 8 juillet
Théâtre de la Cité Portugaise – 20h30 
RONDA DA MADRUGADA (Açores, Portugal)
TROUPE MC BROOW/RAP/HIP HOP (Maroc)

Dimanche 9 juillet
Eglise de la Cité portugaise – 17h00
Conference internationale sur le voyage des mazaganistes d’El Jadida au Bresil
Professeur ABOU EL KASSEM CHEBRI (Directeur du Centre du Patrimoine Maroc Lusitanien, El Jadida) Professeur FREDERICO MENDES PAULA (Portugal)

Salle Abdelkbir Khatibi de la Cité Portugaise – 19h00 
Inauguration de l’exposition de pintura de DANIELA REIS (Portugal) et ABDELKARIM ELAZHAR (Maroc)

Citerne Portugaise – 20h00
CRISTINA MARIA (Portugal): Fado
Troupe de l’Association des amateurs de musique andalouse


Formation continue au sujet du “Patrimoine d’origine Portugaise” dans la région de Marrakech-Safi, tenue par la “Maison de l’Elu”, du 22 au 26.05.2017, organisée au profit, notamment des guides touristiques officiels. La journée du 22.05.2017 a été présidée par Me Touria Ikbal, Présidente de la Commission de l’Action Culturelle de ladite région, ainsi que Mme Maria Rita Da Franca Sousa Ferro, Ambassadeur du Portugal au Maroc. Les participants ont bénéficié d’une formation cible, assurée par l’architecte Frederico Mendes Paula, brillant-expert et spécialiste, entre autres, de la culture et du patrimoine portugais. Ont participé de même, la Direction Régionale de la Culture de la région Marrakech-Safi représentée par son Directeur Mr Azeddine Karra et l’Ecole Nationale d’Architecture de Marrakech représentée par son Directeur Mr Abdelghani Tayyibi.
(Photo prise le 22.05.2017 par Unesco Atccdd Maroc Tayyibi)

Ver Mais

Foto de Abdelghani Tayyibi.

Visitas guiadas especiais e livro fazem Dia dos Centros Históricos em Silves e Lagos

A apresentação do livro “Portugal em Marrocos: olhar sobre um património comum”, da autoria de Frederico Mendes Paula, colaborador da Câmara de Lagos, ou um programa de atividades, com visitas guiadas especiais pelos monumentos de Silves, são algumas das iniciativas comemorativas do Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses,  que se assinala a 28 de Março.

As celebrações vão decorrer em Tomar, onde será apresentado este livro de Frederico Mendes Paula. Lagos vai, também, participar na reunião da Direção e Assembleia Geral da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico. O dia terminará com a entrega do Prémio “Memória e Identidade” ao antigo Presidente da República Ramalho Eanes.

https://oss.maxcdn.com/html5shiv/3.7.2/html5shiv.min.js

https://oss.maxcdn.com/respond/1.4.2/respond.min.js

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Dicionário Mourisco e Gíria dos Rufiões

A página Histórias de Portugal e Marrocos é da autoria do arquitecto Frederico Mendes Paula, membro da Direcção e sócio-fundador do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves, membro da Fundação Al-Idrisi Hispano-Marroquí, membro da Associação da Comunidade Marroquina em Portugal e membro do Conselho de Curadores dos Centros Históricos Portugueses. Uma página fascinante, que nos ajuda a entender melhor uma boa parte da nossa herança cultural e genealógica, deixada pela presença do Islão durante quatro séculos no nosso território nacional de hoje.

O Dicionário Mourisco e Gíria dos Rufiões, uma entrada de há cerca de um ano, e para a qual um amigo me chamou a atenção é absolutamente genial, e uma prova acabada daquilo que disse no primeiro parágrafo: muitas da linguagem e terminologia actualmente utilizada na língua portuguesa  – até na gíria e no calão, é de origem árabe. Pois, pois, “já sabiam”, não era, seus marafados? Mas sabiam por exemplo que a palavra “queca” deriva do árabe kecha, que quer dizer “manta; coito; cópula”? Ou que “peida” vem de bayta, que é “nádegas”, e um “panasca” era originalmente binaqa, ou “homossexual”? Imaginem que até o c… e a f… têm uma raíz etimológica árabe! Quem diria. Numa nota mais ligeira, descobrimos ainda que as palavras “fado” (khadu), “fandango” (fandura) e até mesmo “saudade” (saudá) foram deixadas pelos nossos antepassados mouriscos.

E então, para quê ter vergonha e medo, afinal? E do quê? Até os ranhosos (do árabe ranan: que chora compulsivamente; que não se assoa; nojento) da extrema-direita xenófoba e nazi pronunciam diariamente e a um ritmo frenético palavras herdadas de uma cultura que rejeitam de uma forma asinina. Até quando comem açorda (do árabe at-turda, ou “sopa de pão”). São mesmo ra’ya, esses tipos, e começa a faltar bachara para os aturar.

Publicada por Leocardo
à(s) 13 fevereiro

http://bairrodooriente.blogspot.pt/2017/02/dicionario-mourisco-e-giria-dos-rufioes.html

Art & Culture/24 octobre 2016 /No Comment
Marrakech – Le palais de la Bahia abrite le coup d’envoi de la Semaine culturelle du Portugal
share on:FacebookTwitter Google +Pinterest Linked InEmail

La Semaine culturelle du Portugal s’est ouverte, samedi à Marrakech, au Palais Bahia par l’inauguration d’une exposition du photographe portugais, Rui Pires, intitulée “Rural(Real)ités”, et un concert de la musique du Fado.
Dans une déclaration à la MAP, l’ambassadeur du Portugal au Maroc, Mme Maria Rita Ferro, a fait savoir que les photos de cette exposition qui intègrent « les moments du monde rural » visent à montrer les similitudes qui existent entre les peuple portugais et marocain.

Elle a, également, indiqué que ces photos ont été prises par Rui Pires, un artiste très passionné par le Maroc, notant que lorsque les visiteurs contemplent ces photos, ils découvriront « certains mystères » du monde rural contenus dans ces œuvres.
La cérémonie d’ouverture de cette manifestation culturelle, organisée par l’Ambassade du Portugal à Rabat en partenariat avec la Direction Régionale du ministère de la Culture de la région Marrakech-Safi, a été également marquée par un concert du Fado, une musique qui reflète l’âme profonde du Portugal, donné par l’artiste Sandra Correia qui représente la nouvelle génération des fadistas, a-t-elle précisé.
Au programme de cette semaine culturelle, figure aussi la présentation du livre « Le Portugal au Maroc- Regard sur un Patrimoine Commun » par son propre auteur, Frederico Mendes Paula, a dit la diplomate, précisant que ce livre retrace le patrimoine d’origine portugaise au Maroc.
De son côté, le directeur régional du ministère de la Culture de la région Marrakech-Safi, Azzeddine Kara, a souligné que cet événement qui réunit la culture marocaine et portugaise, vise à faire découvrir les créativités portugaises, indiquant que l’exposition de photos reflète les similitudes culturelles et les points communs entre les deux peuples.
Le concert de Fado constitue un magnifique style musical en termes de paroles et de mélodies, a-t-il dit, ajoutant que la présentation du livre sur l’architecture portugaise au Maroc enrichit l’histoire et le patrimoine culturel des deux pays.
Article19.ma

MARRAQUEXE | Palácio Bahia e Direção Regional do Ministério da Cultura de Marrocos | 22-10-2016 — 27-10-2016

Semana da Cultura Portuguesa em Marraquexe

22-10-2016

Inauguração da exposição de fotografia “Ruralidades” de Rui Pires e concerto de Fado de Sandra Correia.

27-10-2016

Conferência do arquiteto Frederico Mendes Paula sobre o património de origem portuguesa em Marrocos.

Organização: Centro Cultural Português em Rabat e Direção Regional do Ministério da Cultura de Marrocos

La Semaine du Portugal à Marrakech à partir du 22 octobre

marrakech

Culture

La Semaine du Portugal sera organisée à Marrakech à partir du 22 octobre, à l’initiative de l’Ambassade du Portugal à Rabat et conjointement avec la Direction régionale du ministère de la culture à Marrakech.

Cette manifestation culturelle porte un regard sur un patrimoine commun et promeut l’échange culturel entre ces deux pays au service du rapprochement entre les deux peuples.

Le programme comprend un concert de Fado dans l’ambiance du magnifique Palais Bahia. Le Fado, considéré Patrimoine de l’Humanité par l’UNESCO en 2011, bien que portugais, reçoit plusieurs influences d’autres cultures. Selon certains, l’héritage arabe serait aussi présent, ainsi que des influences du Brésil et d’autres communautés présentes dans les quartiers populaires lisboètes, le berceau du Fado.

Au menu, il y a également une exposition photographique de l’artiste portugais, Rui Pires. Cette exposition intègre deux travaux documentaires -« Moments Ruraux » et « Lands of Allah »- qui constituent une exploration anthropologique, sociale et culturelle.

En utilisant la photographie comme outil, l’auteur cherche à démontrer les similitudes qui existent entre le peuple portugais et le peuple marocain, unis par presque mille ans d’histoire en commun.

Le programme comporte aussi une conférence sur le patrimoine d’origine portugais au Maroc et la présentation du livre « Le Portugal au Maroc – Regard sur un Patrimoine Commun » par son propre auteur, Frederico Mendes Paula. Dans ce livre, l’écrivain invite le lecteur à la découverte de l’héritage historique portugais dans le Royaume.

 

Marrakech

Le Portugal s’invite au cœur de la cité ocre

LE MATIN
24 Octobre 2016
525
Google +
Marrakech-Le-Portugal-.jpg
Le coup d’envoi de cet événement a été marqué par un concert de Fado, style musical qui reflète l’âme profonde du Portugal.
ADVERTISEMENT

Le somptueux Palais El-Bahia de Marrakech a changé d’atmosphère pour présenter, à partir du 22 octobre, la Semaine culturelle du Portugal dans la cité ocre. Cet événement est l’occasion pour le public de découvrir les multiples facettes de ce pays à travers notamment des spectacles, une exposition de photographies et une conférence sur le patrimoine d’origine portugais au Maroc.

Organisée à l’initiative de l’ambassade du Portugal au Maroc et la direction régionale du ministère de la Culture dans la région de Marrakech-Safi, cette manifestation culturelle constitue une porte d’entrée sur le patrimoine authentique portugais. Les festivités de la Semaine se sont ouvertes par une exposition de photographies de Rui Pires sous le signe «Rural(Real)ités», en présence notamment de l’ambassadeur du Portugal au Maroc, Maria Rita Ferro.
Cette exposition intègre les deux travaux documentaires que sont «Moments ruraux» et «Lands of Allah» et qui constituent une exploration anthropologique, sociale et culturelle. En utilisant la photographie comme outil, Rui Pires cherche à démontrer les similitudes qui existent entre les peuples portugais et marocain, unis depuis environ mille ans dans une histoire commune.

L’exposition a déjà été montée, en juillet dernier à El Jadida, à l’occasion de la 24e édition du Festival «Sete Sóis Sete Luas» (sept soleils, sept lunes). Le coup d’envoi de cet événement a également été marqué par un concert de Fado, style musical qui reflète l’âme profonde du Portugal. Le public a été ainsi emporté par la chanteuse Sandra Correia, l’une des grandes voix du Fado, dans une ambiance si particulière où se mêlent les émotions les plus fortes et les passions les plus vives. Inscrit depuis 2001 par l’Unesco au Patrimoine de l’humanité, le Fado, qui a la réputation d’être le symbole musical du Portugal par excellence, est un style musical qui, bien que lusophone, a été influencé par d’autres cultures, dont l’héritage arabe. Le programme concocté pour cette grand-messe culturelle comporte, entre autres, la présentation de l’ouvrage «Le Portugal au Maroc : Regard sur un patrimoine commun». Dans ce livre, illustré de faits, de mythes et de légendes, l’architecte Frederico Mendes Paula invite le lecteur à la découverte de l’héritage historique portugais au Maroc. Se voulant un voyage au long de trois siècles et demi d’histoire commune (1415-1769), l’ouvrage est le fruit de plusieurs années de recherche et de travail sur le terrain. Amoureux inconditionnel du Royaume, Mendes Paula est aussi l’auteur du blog «Historias de Portugal em Marrocos» (Histoires du Portugal au Maroc).

– See more at: http://lematin.ma/journal/2016/le-portugal-s-invite-au-coeur-de-la-cite-ocre/256725.html#sthash.H6MporLC.dpuf

Marrakech-Safi

Un atelier d’études présidé par l’ambassadeur du Portugal au Maroc

LE MATIN

16 Décembre 2016
330
Google +
Un-atelier-detudes.jpg
L’atelier a été animé par des académiciens, des élus, des historiens et des experts en patrimoine culturel, aussi bien marocains que lusitains.
ADVERTISEMENT

La ville de Safi a récemment abrité un atelier d’études organisé à la Maison de l’élu de la région de Marrakech-Safi et présidé par l’ambassadeur du Portugal au Maroc, Maria Rita Ferro.

Cette rencontre, initiée sur deux jours dans la cité ocre, s’insère dans le cadre de la coopération entre la région de Marrakech-Safi, la direction régionale du ministère de la Culture et l’Université Cadi Ayyad de Marrakech (UCAM), d’une part, et entre l’UCAM et l’Université portugaise d’Evora, de l’autre. Placé sous le thème «Safi, mémoire du futur : Histoire d’une ville portuaire – Carrefour de cultures. Pour inscription de la ville sur la liste du Patrimoine mondial de l’Unesco», cet atelier d’études a été animé par des académiciens, des élus, des historiens et des experts en patrimoine culturel, aussi bien marocains que lusitains.

L’atelier a été conçu dans l’objectif de ressusciter le débat sur l’importance historique de Safi, connue sous le nom de «Safim» sous le protectorat de l’empire portugais de 1488 à 1541, et d’élaborer un plan d’action se rapportant à l’ambitieux projet «Mémoire du futur» ayant pour but ultime de peaufiner un dossier de candidature solide pour l’inscription de la ville dans la liste du Patrimoine mondial. À ce titre, il a été procédé à l’examen de chacun des quatre axes dudit projet, à la mise en place d’équipes pluridisciplinaires spécifiques à chaque axe d’action ainsi qu’à la préparation du budget et à la définition du timing de la mise en œuvre de ce grand chantier.

Une équipe pluridisciplinaire et multinationale avait reconnu que l’efficacité de la préservation, de la protection et de la valorisation du patrimoine de Safi reste tributaire de la création d’un «mouvement» qui réunit des personnes, des communautés et des spécialistes. La ville de Safi est l’une des nombreuses cités du Royaume qui recèlent un patrimoine témoignant de la richesse et de la diversité de la culture maroco-lusitaine. Dans ce cadre, la Fondation portugaise «Calouste Gulbenkian» a mis en place moult programmes de restauration et de recherche sur le patrimoine historique d’origine portugais au Maroc, dont la réhabilitation de la Cathédrale de Safi et de la Tour d’Asilah.

Il convient de rappeler que Marrakech avait abrité, fin octobre dernier, la Semaine culturelle du Portugal ouverte par Maria Rita Ferro et qui se voulait une porte d’entrée sur le patrimoine authentique lusitain. Outre une exposition de photographies et un concert du fado, le programme concocté pour cette messe culturelle avait comporté, entre autres, la présentation de l’ouvrage «Le Portugal au Maroc : Regard sur un patrimoine commun». Dans ce livre, illustré de faits, de mythes et de légendes, l’architecte Frederico Mendes Paula invite le lecteur à la découverte de l’héritage historique portugais au Maroc. Se voulant un voyage au long de trois siècles et demi d’histoire commune (1415-1769), l’ouvrage est le fruit de plusieurs années de recherche et de travail sur le terrain. Amoureux inconditionnel du Royaume, Mendes Paula est aussi l’auteur du blog «Historias de Portugal em Marrocos» (Histoires du Portugal au Maroc).

– See more at: http://lematin.ma/journal/2016/un-atelier-d-etudes-preside-par-l-ambassadeur–du-portugal-au-maroc/263385.html#sthash.nk42eHsg.dpu

Foto de Ambassade du Portugal à Rabat.

OUT27

Présentation du livre “Le Portugal au Maroc “

Evento criado por Ambassade du Portugal à Rabat

Detalhes

Dans le cadre de la SEMAINE DU PORTUGAL A MARRAKECH. l’architecte portugais Frederico Mendes Paula présentera son livre “Le Portugal au Maroc, regard sur un patrimoine commun” , un voyage bien illustré, plein de faits, de mythes et de légendes. Un parcours au long de trois siècles et demi d’histoire en commun (1415-1769).
Ce livre est en effet le résultat d’années de travail de recherche et d’expérience sur le terrain. Il invite le lecteur à la découverte de l’héritage historique portugais dans le Royaume du Maroc.
Frederico M. Paula est l’auteur du blog “Histórias de Portugal em Marrocos”
https://historiasdeportugalemarrocos.com/
La présentera aura lieu à la Direction Régionale du Ministère de la Culture à MArrakech, qui se situe au Boulevard Abou Oubeida Al Jarah, Marrakech.
L’entrée est libre

Culture et Médias

Présentation à Lisbonne de l’ouvrage “Le Portugal au Maroc : Regard sur un patrimoine commun”

Jeudi, 26 mai, 2016 à 11:52

Présentation à Lisbonne de l’ouvrage “Le Portugal au Maroc : Regard sur un patrimoine commun”

Lisbonne  – “Le Portugal au Maroc : Regard sur un patrimoine commun” est le titre d’un ouvrage de l’architecte portugais Frederico Mendes Paula, présenté mercredi soir dans le cadre de la Semaine du Maroc à Lisbonne.

Semana de Marrocos regressa a Lisboa

 

Lisboa vai voltar a receber a Semana de Marrocos. Na Praça Central do Centro Colombo, de 20 a 27 de Maio, entre as 10h00 e as 24h00, vão somar-se iniciativas e actividades, que visam dar a conhecer este destino turístico e as tradições e cultura das suas gentes, aos lisboetas.

Diariamente, naquele local, a música popular marroquina vai estar em destaque, com apresentações marcadas para as 12h30, 16h30 e 19h00. Também ali estará, em permanência, uma exposição e venda de artesanato, e será possível efectuar tatuagens de hena, ter o nome escrito em caligrafia árabe e, claro, contemplar e experimentar a tradicional cerimónia do chá de menta.

Os desfiles de cafetãs – trajes tradicionais e emblemáticos do vestuário marroquino – decorrem nos dias 21 e 22 de Maio às 16h30 e às 19h00. Nos memos dias, a programação inclui ainda uma palestra de Rui Santiago, às 15h00, sob o tema “Marrocos de hoje, Paisagens e Lugares”.

Os interessados poderão também participar em workshops de língua marroquina falada, nos dias 25 e 26, das 18h00 às 19h00. Para as 19h00 do dia 25 está marcada uma palestra do arquitecto Frederico Mendes Paula sob o tema “Portugal em Marrocos, olhar sobre um património comum”.

No quadro da semana de Marrocos, inclui-se ainda, no sábado 28 de Maio às 09h30, o passeio temático a pé pela “Lisboa Árabe” durante o qual se viaja no tempo à descoberta do que resta de al-Lixbûna, a Lisboa árabe medieval, passeando pelos sítios mais emblemáticos da cidade com destaque para a zona do castelo, Sé de Lisboa – outrora mesquita – e para ruas e ruelas de Alfama e Mouraria. As inscrições deverão ser feitas previamente junto da empresa Lisboa Autêntica através do email: info@lisboaautentica.com ou do telefone 91 322 17 90. A visita tem a duração de duas horas e meia e custa 12€ (grátis para menores de 12 anos).

Na Semana de Marrocos vão também participar parceiros do Turismo de Marrocos que poderão ajudar todos os interessados a planificarem as suas viagens a este país.

Começa amanhã a Semana de Marrocos em Lisboa

19-05-2016 (16h42)

O Turismo de Marrocos promove a partir de amanhã uma semana de actividades culturais e tradicionais marroquinas no Centro Comercial Colombo, incluindo concertos, exposições, desfiles, venda de artesanato, caligrafia árabe e tatuagens de hena.

A Semana de Marrocos em Lisboa decorre das 10h à meia-noite na Praça Central do Colombo, sendo que os concertos de música popular marroquina estão marcados para as 12h30, 16h30 e 19h, diariamente entre 20 e 27 de Maio.

Os desfiles de cafetãs, que são os trajes tradicionais marroquinos, decorrem nos dias 21 e 22 de Maio às 16h30 e às 19h, enquanto os workshops de língua marroquina estão agendados para os dias 25 e 26 de Maio às 18h e às 19h.

A programação inclui ainda uma palestra de Rui Santiago, com o tema “Marrocos de hoje, Paisagens e Lugares”, que irá decorrer nos dias 21 e 22 às 15h.

No dia 25, às 19h, está prevista uma palestra de Frederico Mendes Paula sob o tema “Portugal em Marrocos, olhar sobre um património comum”.

Está ainda marcado um passeio temático de duas horas e meia a pé pela “Lisboa Árabe”, no Sábado, dia 28, a começar às 9h30, incluindo “os sítios mais emblemáticos da cidade, com destaque para a zona do Castelo, Sé de Lisboa – outrora mesquita – e para ruas e ruelas de Alfama e Mouraria”.

A participação tem um custo de 12 euros por adulto, sendo gratuito para menores de 12 anos. As inscrições deverão ser feitas previamente junto da empresa Lisboa Autêntica através do email info@lisboaautentica.com ou do telefone +351 913 221 790.

Semana de Marrocos em Lisboa

Ciência
20 a 27 mai/16: 10h-24h

Lisboa tem oito dias dedicados a Marrocos, com várias atividades da cultura e tradições marroquinas que decorrem na Praça Central do Centro Colombo. Do programa fazem parte diariamente concertos de música popular marroquina, exposição e venda de artesanato, tatuagens de hena, caligrafia árabe e a tradicional cerimónia do chá de menta. A programação inclui também duas palestras com Rui Santiago sob o tema “Marrocos de Hoje, Paisagens e Lugares” e com Frederico Mendes Paula sob o tema “Portugal em Marrocos, Olhar Sobre um Património Comum” e ainda desfiles de cafetãs – trajes tradicionais e emblemáticos do vestuário marroquino e um passeio temático a pé pela “Lisboa Árabe”.

Le Blog d’Agadir par Michel Terrier, événements, revue de presse, tourisme à Agadir et dans la région.

Présentation à Lisbonne de l’ouvrage « Le Portugal au Maroc Regard sur un patrimoine commun »

« Le Portugal au Maroc: Regard sur un patrimoine commun »

Frederico Mendes Paula
Frederico Mendes Paula

C’est le titre d’un ouvrage de l’architecte portugais Frederico Mendes Paula, présenté mercredi soir dans le cadre de la Semaine du Maroc à Lisbonne.

Lors d’une cérémonie qui s’est déroulée en présence notamment de l’ambassadeur du Maroc à Lisbonne, Karima Benyaich, et le délégué de l’Office national marocain du tourisme (ONMT), Abdellatif Achachi, l’auteur a exposé les principales parties de son livre qui, illustré de quelque 150 photographies, invite le lecteur à la découverte du legs historique portugais dans le Royaume.

capas-livroLe livre, rédigé dans les deux langues portugaise et française, offre un voyage bien illustré, plein de faits, de mythes et de légendes, le long de trois siècles et demi d’histoire commune (1415-1769), a noté Mendes Paula.

« Mon premier voyage au Maroc a eu lieu en 1976 et je dois le dire j’y ai laissé mon cœur », a confié l’auteur en préface de son ouvrage. « Je ne sais pas si c’est en raison de la fascination que le pays a exercé sur moi, si en raison d’une quelconque identification inconsciente ressentie ou si en raison d’un éveil de la mémoire d’une précédente vie passée de l’autre côté du Détroit », a-t-il dit.

Et l’auteur de souligner que le Maroc est « tout sauf indifférent aux yeux de la plupart des Portugais qui le visitent, suscitant des sentiments de passionnés, souvent de signes opposés, et ce fut ainsi depuis les temps les plus reculés ».

Selon Frederico Mendes, l’ouvrage est le corolaire d’un travail de recherche et d’expérience locale, dont les résultats sont publiés sur son blog « Histoires du Portugal et du Maroc » depuis le début de l’année 2014, d’où il a puisé des idées et reformulé quelques textes qui ont servi de bases à cette publication.

« Les places fortes portugaises se trouvaient isolées et dépendantes des ravitaillements de la métropole. Pour leur gestion efficace et leur survie, les Portugais durent introduire des innovations dans leurs systèmes défensifs et les structures urbaines », a écrit Mendes, ajoutant que la contribution portugaise au développement de l’architecture militaire et de l’urbanisme moderne est indéniable.

Mais le patrimoine n’est pas seulement les témoignages bâtis. C’est plutôt un ensemble d’expériences partagées, d’influences linguistiques, sociales et culturelles, a-t-il fait observer.

Frederico Mendes Paula, né en 1956 à Lisbonne, est diplômé en architecture de l’Ecole supérieure des Beaux Arts de Lisbonne (1981) et du Bouwcentrum International Education de Rotterdam. Il a également suivi un cours d’arabe classique et de culture musulmane à l’Université Nova de la capitale portugaise.
La délégation de l’ONMT à Lisbonne organise du 20 au 27 mai, la 2e édition de la Semaine du Maroc, un événement promotionnel visant à mettre en avant la richesse et la diversité culturelle et touristique du Royaume.

Placé sous le signe « Le Maroc, le réveil des sens », l’événement qui a lieu au cœur d’un prestigieux centre commercial de la capitale s’inscrit dans la continuité de la première édition tenue à Lisbonne en mai 2015 et à Sao Paulo au Brésil en septembre de la même année.

Cette action promotionnelle de l’Office, destinée à faire découvrir aux Portugais les diverses facettes de la culture marocaine, est animée par plusieurs artistes et artisans à travers la traditionnelle cérémonie du thé, des défilés de caftan, des conférences, le tatouage du henné, l’art de la calligraphie et la musique traditionnelle.(MAP)

J’ai lu le livre qui m’a été très aimablement dédicacé par Frederico Mendes Paula et je confirme qu’il est très bien documenté , qu’il contient de très intéressants renseignements sur l’histoire commune du Maroc et du Portugal et de plus, c’est un très bel ouvrage magnifiquement illustré.

événement : Culture et Médias

Ouvrage “Le Portugal au Maroc : Regard sur un patrimoine commun”

Ouvrage "Le Portugal au Maroc : Regard sur un patrimoine commun"

Résumé

26 mai 2016Présentation à Lisbonne de l’ouvrage “Le Portugal au Maroc : Regard sur un patrimoine commun”

Alpiarça acolheu Sessão Solene comemorativa do Dia Nacional dos Centros Históricos‏

Paulo Araujo 31 Março, 2016 0

Alpiarça acolheu Sessão Solene comemorativa do Dia Nacional dos Centros Históricos‏

A vila de Alpiarça recebeu a Sessão Solene comemorativa do Dia Nacional dos Centros Históricos, realizada no passado dia 28 de Março, na Casa dos Patudos, com a presença de João Soares, Ministro da Cultura.

As intervenções estiveram a cargo do Presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Mário Pereira, do Presidente da direcção da APMCH e da Câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes, e do Ministro da Cultura.

Foram ainda apresentados os livros “Mais Património”, de José Miguel Correia Noras, e “Portugal em Marrocos “, de Frederico Mendes Paula.

 

8_exposição_património Aljezur

Exposição «Portugal em Marrocos – um olhar sobre um Património comum»

Exposição «Portugal em Marrocos – um olhar sobre um Património comum», patente na Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur (ADPHA), de segunda a sexta – feira, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h30.

 

Silves acolhe conferência «Portugal em Marrocos, um olhar sobre um património comum»

O Centro de Estudos Luso-Árabes (CELAS), situado na Casa da Cultura, em Silves, vai acolher, no próximo sábado, 27, às 16:00 horas, uma conferência subordinada ao tema «Portugal em Marrocos, um olhar sobre um património comum».
O arquiteto Frederico Mendes Paula vai complementar a sua intervenção com uma exposição sobre a mesma temática, a qual ficará patente ao público, no CELAS, durante os meses de julho e agosto.
O conferencista, no âmbito da sua atividade profissional, tem desenvolvido vários trabalhos de investigação no domínio dos centros históricos e do património. Mas desde cedo manifestou grande interesse pela cultura árabe, e em particular marroquina, e as suas relações com a cultura portuguesa.
Nesse âmbito, dedicou-se à investigação não só dos aspetos materiais do património comum luso-marroquino, mas também ao conhecimento do património imaterial dos dois países: a influência linguística, as pessoas, as vivências partilhadas, a cultura tradicional com as suas lendas e os seus mitos.
O evento, apoiado pela Delegação Regional de Cultura do Algarve, Câmara Municipal de Silves e Universidade Aberta, tem entrada livre.

Embaixada do Reino de Marrocos em PortugalEmbaixada do Reino de Marrocos em Portugal

Rua Alto do Duque, 21 (Ao Restelo)
1400-009 Lisboa

Tel.: (+351) 213008080
Fax: (+351) 213020935

E-mail: sifmar@emb-marrocos.pt

Conferência em Silves «Portugal em Marrocos, um olhar sobre um património comum»

O Centro de Estudos Luso-Árabes (CELAS), situado na Casa da Cultura, em Silves, vai acolher, no próximo sábado, 27, às 16:00 horas, uma conferência subordinada ao tema «Portugal em Marrocos, um olhar sobre um património comum».
O arquitecto Frederico Mendes Paula vai complementar a sua intervenção com uma exposição sobre a mesma temática, a qual ficará patente ao público, no CELAS, durante os meses de Julho e agosto.
O conferencista, no âmbito da sua actividade profissional, tem desenvolvido vários trabalhos de investigação no domínio dos centros históricos e do património. Mas desde cedo manifestou grande interesse pela cultura árabe, e em particular marroquina, e as suas relações com a cultura portuguesa.
Nesse âmbito, dedicou-se à investigação não só dos aspectos materiais do património comum luso-marroquino, mas também ao conhecimento do património imaterial dos dois países: a influência linguística, as pessoas, as vivências partilhadas, a cultura tradicional com as suas lendas e os seus mitos.
O evento, apoiado pela Delegação Regional de Cultura do Algarve, Câmara Municipal de Silves e Universidade Aberta, tem entrada livre.
Cultura
“Portugal em Marrocos”, Conferência e Exposição em Silves
23/06/2015, 19:02

O Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves leva a efeito, no dia 27 de junho, às 16h, em Silves, uma conferência sobre o tema “Portugal em Marrocos, um olhar sobre um património comum” pelo arquiteto Frederico Mendes Paula, que complementará a sua intervenção com uma Exposição sobre a mesma temática, a qual ficará patente ao público durante os meses de Julho e Agosto.
O evento terá lugar no sábado, dia 27 de junho de 2015, às 16 horas, na Sede do Centro de Estudos Luso-Árabes, Casa da Cultura, Largo da República, em Silves, e é apoiado pela Delegação Regional de Cultura do Algarve, Câmara Municipal de Silves e Universidade Aberta.

“O conferencista, no âmbito da sua atividade profissional, tem desenvolvido vários trabalhos de investigação no domínio dos Centros Históricos e do Património. Mas desde cedo manifestou grande interesse pela cultura árabe, e em particular marroquina, e as suas relações com a cultura portuguesa. Nesse âmbito, dedicou-se à investigação não só dos aspetos materiais do património comum luso-marroquino, mas também ao conhecimento do património imaterial dos dois países: a influência linguística, as pessoas, as vivências partilhadas, a cultura tradicional com as suas lendas e os seus mitos”.

A entrada é livre.