11 comments on “D. Sebastião e a Batalha de Alcácer Quibir

  1. Cher ami c’est un excellent travail j’ai aimé les articles bien fondés et bien documentés que tu as publié bien que le noir me gène en lecture j’espère qu’on aura l’occasion de visiter ensemble l’endroit exacte de cette bataille pour approfondir notre connaissance sur le lieux ton ami Othmane Mansouri

    • Cher Othmane Mansouri
      Merci pour tes genties paroles (je regrette pour le noir qui te gène dans la lecture). C’est une honneur pour moi être reconnu par un expert comme toi. Visiter l’endroit exact de la bataille serait une expérience très intéressante, qu’on pourrait faire incha Allah en Novembre ou Décembre de cette année. On reste en contact.
      Ton ami Frederico Paula

  2. Dediquei o dia de hoje (04/08/2018) a tentar melhorar a minha cultura sobre o facto histórico ocorrido há 440 anos… Agradeço ao autor este magnífico trabalho!
    Quando acedi ao artigo já tinha «informação» de que «a batalha de Alcácer Quibir tinha sido ganha pelo português Rebuan»… Mas sobre a biografia deste não consegui apurar nada de concreto, além de que passou a estar ao serviço de Abd Almálique em Argel… Num dos links, fiquei com a impressão de que poderia ter sido um perseguido pela IMPLACÁVEL INQUISIÇÃO e que por esse motivo ou refugiado depois das perseguições (matança dos «cristãos-novos»), que já vinham do reinado de D. Manuel. O Sr. Dr. Frederico Paula, poderá dar-nos mais alguma informação sobre a biografia desta interessante personagem?

    • Caro Amigo
      O tema dos renegados é pouco referido nas crónicas por razões óbvias, já que os cronistas eram veículos da posição oficial da Coroa Portuguesa. Normalmente os renegados eram cativos que aceitavam a conversão e nalguns casos, poucos, eram aventureiros que se convertiam por sua iniciativa em busca de fama e riqueza. Um cristão-novo ou cripto-muçulmano não era um renegado, mas precisamente o contrário _ alguém que, sendo muçulmano, aceitava ser cristão, com toda a reserva mental, para não cair nas teias da inquisição. No entanto, a maioria dos renegados não chegavam ao patamar que Reduan chegou, sendo apenas meros soldados desterrados em lugares recônditos ou semi-cativos.
      Sobre Reduan poucas referências existem em autores portugueses, mas, pelo que sei, todas se baseiam no livro de Queiroz Velloso, “D. Sebastião 1554-1578” publicado em 1935. O autor diz que o historiador marroquino Alofrani, “diz apenas que o falecimento e Abd Almálique foi ocultado pelo seu camarista, o renegado português Reduão, que nunca deixou de transmitir fingidas instruções do soberano” (VELLOSO, 1935, pág. 382). No entanto Queiroz Velloso tem duas outras referências a Reduan no seu livro, quando refere que Abdelmalek saiu de Marraquexe para combater Al-Mutawakil, “deixando por governador o alcaide Reduão, um renegado português, inteligente e corajoso, que trouxera de Argel, e a quem dera o alto cargo palaciano de camarista, como homem de sua plena confiança” (VELLOSO, 1935, pág. 327-328) e quando não põe em causa a veracidade das cartas escritas por Abdelmalek a D. Sebastião, e afirma inclusivamente que “num ponto estão de acordo os cronistas: após a derrota, aos fidalgos cativos em Fez, afirmou o alcaide Reduão, português renegado e grande valido do defunto Xerife, que o amo teria cumprido todas as suas promessas.” (VELLOSO, 1935, pág. 326).
      É interessante notar que Velloso chama sempre a Reduan “camarista” ou “valido”, o que o torna mais numa espécie de “adjunto palaciano” ou “ministro” do que num chefe militar. Aliás, parece que foi mais determinante para o desfecho da Batalha de Alcácer Quibir a acção do Alcaide Ibrahim Soufiani, enquanto que o papel de Reduan foi mais no sentido de manter o moral das tropas e de não dar a entender que o poder do sultão tinha caído.
      As referências de Velloso a Reduan são retiradas da tradução da obra de Mohammed Esseghir Elhadj ben Abdallah Eloufrani “Histoire de la dynastie saadienne au Maroc (1511-1670)” traduzida por O. Houdas e também da obra do Conde de Castries.
      Cumprimentos

  3. Gostei bastante do seu trabalho. Parece de acordo com os relatos de Antonio Herrera y Tordesilhas presentes nos Cinco Libros de la Historia de Portugal y la conquiata de las islas Azores (edição de 1591, Madrid). Está disponível em google.books.

  4. Independentemente de qualquer narrativa da História dos Povos, havendo sempre muitas versões e lendas que emergem de posturas, tramas, alianças e mistificações que «tapam» vitórias ou derrotas, no caso desta BATALHA ela é um «FECHO» de um CICLO há muito predestinado na MATRIZ DE PORTUGAL. Assim, mesmo para os que contrariam os «acasos», ao fim de 17 REIS Portugal perdeu a sua independência em 1580 (durante um ciclo lunar maior de 60 anos) e ao fim de mais 17 REIS perdeu a sua MONARQUIA em 1910, a 5 de OUTUBRO, como havia «ganho» a sua independência a 5 de OUTUBRO de 1143. Hoje estamos a chegar ao fim de mais 17 PRESIDENTES (Bernardino Machado só conta uma vez), deixando em vários posições de relevo da cena internacional alguns portugueses de mudança para a HUMANIDADE, como o Secretário-Geral da ONU.
    D. Sebastião é o fruto «maldito» das ambições das Coroas de Portugal e Espanha (como o foi o filho de Filipe II, D. Carlos) iniciadas com D. Manuel I de Portugal e Isabel, a Católica, de Espanha. Os 11 filhos de D. João III morreram todos e O Imperador Carlos V outro alternativa não teve senão dividir o seu Império nefasto, pedindo perdão ao SANTÍSSIMO SACRAMENTO, conforme iconografia por si deixada no VITRAL da Catedral de São Miguel, em Bruxelas.
    SE os historiadores complementassem os FACTOS que narram com a o raciocínio ANALÓGICO das ACÇÕES-REACÇÕES da História da Humanidade, até hoje teriam acontecido menos GUERRAS, PERSEGUIÇÕES, INQUISIÇÕES, ESCRAVATURAS e ATENTADOS BOMBISTAS, fruto de muitos extremismos e ditaduras.
    Os livros que tenho escrito não têm tido êxito, porque não disponho de uma «máquina» de propaganda e temo mesmo que alguns muito «façam» para que ninguém os leia: SICUTEM SÓCRATES, disse a grande prostituta republicana; ANIBAL, maldição do Deus de Israel; OS CARDEAIS DE CAMARATE; PROFECIS PAPAIS, luz do bem no eixo do mal, são apenas 4 EXEMPLOS de ANALOGIAS da História que já escrevi.
    Encerro este meu comentário dando os parabéns à sua NARRATIVA porque teve o cuidado de certificar, sem subjetivismos, veracidades de um historial que eu mesmo testemunhei na cidade de MARRAQUEXE há alguns anos, meditando num castelo que jamais foi reconstruído.

    Lisboa, a cidade da demanda de Ulisses (ainda com a sua Península de Troia), foi conquistada por D. Afonso Henriques, com a ajuda do «ramo» inglês da II Cruzada, no dia do Arcanjo São Rafael (24 de outubro de 1147), o ANJO ISRAFIL do Apocalipse do Islão. A sua «Trombeta» apenas pode «soar» da LUXITÂNIA. Isto já sabiam os Sacerdotes de Luxor sobre as Sagradas Terras de Portugal, Terra das Serpentes Ocultas, com o seu CABO SACRUM (ou de Sagres) donde irradia o CAMINHO DA DEUSA EUROPA, fugida de Zeus, até ao Monte Branco dos Alpes.
    João SANTOS FERNANDES

  5. Pingback: D. Sebastião e a Batalha de Alcácer Quibir – Filipe Miguel

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