6 comments on “Corsários, Mânfios e Gandulos

  1. Para deixar o meu testemunho e agradecimento pelo excelente artigo aqui compartilhado.
    Desconhecia, confesso, o que estava na origem dos termos mânfio e gândulo. Ficava-me pelos mouriscos das Alpujarras Granadinas.
    Também interessante, no artigo, é o lembrar da situação vivida após a conquista de Lisboa, na Mouraria e a diáspora verificada no seu termo, na região saloia.
    Etimologias à parte (ou não), que deixava para a Linguista que era minha mulher, não sei o que sobre o étimo “saloio” dizem os arabistas, como o Prof. Dias Farinha e o meu amigo António Rei. Uma questão para oportunamente lhe colocar.
    De qualquer modo, um excelente artigo!
    Parabéns.

    • Obrigado pelo seu comentário.
      Em relação ao termo “saloio” é de facto um dos que não reúne consenso em relação à sua origem. Na minha modesta opinião, a versão “salati” é a que me parece mais plausível, referindo-se aqueles que fazem o “salat” ou “oração”. Adalberto Alves defende a versão do “salaui” ou habitante da cidade de Salé e Abdalá Khawli defende a do “saheli” ou habitante do litoral.
      Não conheço mais explicações, nem da parte de Dias Farinha, nem de António Rei, nem de outros investigadores, mas seria certamente interessante conhecer mais opiniões. Quem sabe se não alargariam o leque das possibilidades…
      Deixo-lhe aqui este link de um outro trabalho meu que aborda este tipo de questões mais a fundo:
      https://historiasdeportugalemarrocos.wordpress.com/dicionario-de-termos-e-expressoes-mouriscas/
      Em relação à Lisboa Mourisca, aconselho vivamente a obra de Adalberto Alves mencionada na bibliografia
      Cumprimentos

  2. Excelente trabalho. Nós do Archea, estudo da cultura escrita na Antiguidade e no Medievo da Universidade Estadual do Ceará temos interesse em aprender mais sobre os piratas, os embustes, as pilhagens, os butins. É um tema de grande interesse devido às fronteiras espaciais, o lugar no mar e o antoganismo com a terra. Cristãos x Mouros. As repúblicas piratas de Salé.

    • Obrigado Jaime. O tema do corso e da pirataria é de facto apaixonante e não tem nada a ver com a ideia pré-concebida de que se tratava de bandos marginais. Eram grupos perfeitamente organizados e enquadrados nas armadas das nações e cumpriam um papel determinante na sua eficácia em termos de domínio dos mares. Aliás, a própria expansão portuguesa tem a sua génese no corso, que colmatava a lacuna da falta de uma marinha de guerra eficaz e permitia lançar muitos ataques sem por em causa os acordos entre estados.

    • Obrigado pelo seu comentário. Aproveito para referir que corrigi um erro que se encontrava no texto e que tinha a ver com a origem do termo “saloio”.
      O texto correcto é o seguinte:
      No entanto muitos mouros abandonam as cidades e instalam-se no campo, onde a situação era bastante mais favorável, como é exemplo a dos chamados saloios da região de Lisboa, termo derivado do Árabe “saheli”, que significa “aquele que vive no litoral”.

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