8 comments on “A Batalha de Tânger

  1. Boa noite, sou brasileira e cheguei até aqui buscando justamente o destino do filho de Salha Ben Salah. Imagino, sem ter nenhum dado histórico, que se o Fernando morreu preso, o filho de Salah também deve ter morrido preso em Portugal já que não demonstrou interesse em libertar Ceuta. Salah devia ter muitos filhos como é costume na época tanto qu enem o nome dele se menciona, mas creio que deve ter sido morto em prisão do mesmo modo que o fernando. Me emociona o caráter ético dos mouros e a falta de bom senso do Henrique, impressionantes!

    • Bom dia. Sinceramente não lhe sei responder à luz de fontes históricas que o refiram, mas se existiam reféns dos dois lados e não foram libertados porque as condições em que foram feitos reféns não foram honradas (entrega de Ceuta aos marroquinos), terão certamente morrido cativos.

  2. Olá!
    O que aconteceu ao filho de “Çalla Bemçalla”?
    Agradeço muito a sua resposta, ou mesmo indicações de bibliografia.
    Muito obrigada, maria cecília cameira

      • Olá, bom dia!
        refiro-me à informação do Rui de Pina
        “Que os mouros deixassem ir e embarcar livremente nos navios todos os cristãos com seus vestidos somente, e a eles ficasse o arraial com armas, cavalos e artilharias, e todas as outras coisas, e mais lhe fosse entregue a cidade de Ceuta com todos os mouros cativos que nela estivessem, e que ficassem em paz, a qual se obrigou o Infante que El-Rei desse por mar e por terra a toda a Berberia por cem anos; e para segurança dos cristãos, e que sem contradição os deixariam ir, deu Çalla Bemçalla um seu filho em poder do Infante, e pelo dito filho de Çalla Bemçalla ficaram reféns Pedro de Ataíde e João Gomes do Avelar, e Aires da Cunha, e Gomes da Cunha; e para segurança dos mouros, que Ceuta com os cativos lhe seriam entregues, se deu por refém em seu poder o Infante D. Fernando.” (PINA, [15–] 1901, p. 124-125)
        muito obrigada maria cecília

    • Boa noite, Maria
      Aquando da expedição de D. Fernando de Castro, em Abril de 1441, ainda o filho de Salah Ben Salah se encontrava em Portugal. A sua situação serviu — também — de pretexto para divergências entre as delegações que negociaram o resgate do infante D. Fernando.
      Durante a saga portuguesa em África, muitos foram os casos parecidos com este. Com o tempo, os envolvidos tornavam-se “apátridas”, indesejados pelos seus, não reconhecidos como “nossos”. Recordo que Boabdil era chamado de “Príncipe dos Cristãos” quando voltou a África no início do século XVI.
      Em 1441 Salah Ben Salah morrera já, e governava ambas, Tânger e Arzila, um seu irmão, em nome do mencionado filho. Sabemos que Salah fora alcaide de Ceuta em 1415, ao tempo da conquista portuguesa. Na fuga levou consigo “mulher e filhos”. É possível que o cativo não fosse exactamente um menino em 1437.

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